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Caríssimos Amigos

extraído da WCCM International Newsletter Dezembro de 2018

A teologia de Dom John Main vive através do modelo de relacionamento expressado pelo entendimento cristão da trindade. Nisso vemos Deus como relacionamento, comunhão e comunidade. Não se trata de um Deus antropomórfico, não se trata de Deus como ideia filosófica passível de prova ou debate. Ou mesmo como uma projeção egóica mágica que ofereça uma falsa consolação. Mas, de Deus como o amor que todo ser humano busca, e que não pode ser reduzido à biologia, neurotransmissores ou, ao desejo. Buscamos o amor, quer seja esse o nome que lhe damos, ou não. Portanto, buscamos a Deus, quer acreditemos, ou não. “Quem quer que ame, vive em Deus, e Deus vive nessa pessoa.” O ego não conseguirá entender isso, porque quer possuir aquilo que busca. . . Quem quer que, em verdade busca, achará, entretanto, do mesmo modo perderá, de muitas maneiras em cada fase da vida. Deus é a busca humana que dá sentido à vida, quer acreditemos ou não. A religião quer que acreditemos. Deus apenas quer que amemos.



Texto original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Dearest Friends,” Christian Mediation Newsletter, December 2018.

Fr John’s theology breathes through the model of relationship expressed in the Christian understanding of the Trinity. Here God is seen as relationship, communion and community. Not an anthropomorphic God. Not God as a philosophical idea to be proven or debated. Or as a magical ego-projection offering false consolation. But God as the love that every human being seeks and that cannot be reduced to biology, neuro-transmitters or even to desire. We seek love, named or not. Therefore, we seek God whether we believe or not. ‘Whoever loves lives in God and God lives in them’. The ego will fail to understand this because it wants to possess what it seeks . . .Whoever truly seeks will find but then, as truly, will lose, in myriad ways, in each phase of life. God is the human quest that gives meaning to life whether or not we believe. Religion wants us to ‘believe’. God just wants us to love.

Nós sempre nos apegamos a quem imaginamos sejam os nossos redentores, sem levar em conta que nenhum verdadeiro redentor se permite ser objeto de apego. “Não me toques. . . ainda não subi ao Pai.” Aquele que cura verdadeiramente, permite relacionamento, mas não permite que o relacionamento se torne vicioso. Os primeiros cristãos viam a Jesus mais como um médico da alma da humanidade, do que como o fundador de uma nova religião. O signigicado mais profundo que ele dava à pergunta que ele fazia “quem você diz que eu sou?”, e todos aqueles níveis de identidade que se abrem com essa sua pergunta, deveriam ser encontrados na liberdade que ele oferecia a quem aprendia com a sua suavidade e humildade. Isso era possível, em especial, para aqueles que aceitavam o suave jugo de sua amizade. Abdicar dessa liberdade por outra dependência é falhar em reconhecê-lo. “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”, trata-se de um aviso para nós nos dias de hoje, bem como, de uma descrição do que aconteceu durante sua vida temporal. Ele não poderia ter sido mais claro: ele se oferece a si mesmo como um caminho que, em seu nível mais profundo, pode ser entendido como sendo um com a própria meta. “Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou”
Jo 12, 44.

Desprezamos facilmente o que há de paradoxal nessas palavras. Preferimos as certezas racionais e definíveis. Mas, e se nossos familiares modos de percepção na verdade invertem a realidade? E se aquilo a que chamamos liberdade é de fato dependência? . . . . Os mestres do deserto entenderam que, enfrentar as duras verdades de nossa ilusão e de nossas dependências, é fruto de nosso trabalho das muitas tentações. Esse é, também, uma boa parte do significado desse período do ano que é cheio de alegria . . . Eles chamavam a isso de lutar contra os demônios, mas eles sabiam que os demônios estão dentro de nós. Nós, meramente, evitamos a luta projetando-os no exterior. A integridade da pessoa, a liberdade que temos de sermos nós mesmos e de amarmos os outros, se aperfeiçoa por meio do teste que abraçamos toda vez que nos sentamos para realizar o trabalho do silêncio.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.