O Caminho da Paz

Leitura de Domingo, 21 Junho 2020
John Main, OSB

John Main OSB, THE HUNGER FOR DEPTH AND MEANING, editado por Peter Ng (Cingapura: Medio Media, 2007), pgs. 192-3.

A paz que desejamos ver no mundo não é algo que se possa impor à força. Você pode forçar uma pessoa a depor a sua arma, caso você tenha uma arma maior, mas você não pode forçar ninguém a ser pacífico. Nós mesmos não conseguiremos conhecer a paz caso não possamos exercer essa mesma gentileza, essa mesma plenitude de paz em nós mesmos.
A única coisa que pode criar a paz em nosso mundo é o poder da paz que encontramos, conhecemos e experienciamos nos corações humanos. Uma vez que nós mesmos venhamos a conhecê-la como sendo a base e o fundamento de nosso ser, essa paz é invencível. Ela é mais forte do que qualquer violência, e mais forte do que qualquer medo, porque a paz é criativa. Ela é paciente, ela sabe como resistir ao sofrimento, ao passo que a violência é impaciente e destrutiva.
Ora, todos nós precisamos aprender essas verdades a partir de nossa própria experiência pessoal. Não podemos encontrar a paz em nós por meio do uso de qualquer tipo de violência contra nós mesmos. Não será por meio de qualquer tipo de violência que conseguiremos afugentar nossos medos, nossa autorrejeição, nossas repressões e nossas inseguranças.
Alcançamos a plenitude da vida bebendo na fonte da vida. Essa fonte espera ser encontrada jorrando em nossos próprios corações.
Dentro da visão cristã, a paz não é apenas um estado do ser. Trata-se de uma pessoa. “Minha paz vos dou”, disse Jesus. . . “Eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim”.
A meditação é o nosso caminho para a paz. Um compromisso com o silêncio é o primeiro passo para encontrarmos essa paz de Cristo.

 

original em inglês:

John Main OSB, an excerpt from “The Way of Stillness” in THE HUNGER FOR DEPTH AND MEANING, ed. Peter Ng (Singapore: Medio Media, 2007), pp. 192-3.

The peace that we want to see in the world is not something that can be imposed by force. You can force a person to put down his gun, if you have a bigger gun, but you can’t force anyone to be peaceful. We ourselves can know no peace if we do not ourselves exercise this same gentleness, this same peacefulness ourselves. . . .

The only thing that can create peace in our world is the power of peace found, known and experienced in human hearts. This peace, once we know it ourselves as the very basis and foundation of our being, is invincible. It is stronger than any violence and stronger than any fear, because peace is creative. It is patient, it knows how to suffer whereas violence is impatient and destructive.

Now these truths we must all know from our own personal experience. We cannot find peace within ourselves by using any sort of violence against ourselves. We don’t run off our fears, our self-rejection, our repressions, our insecurities, by any sort of violence.

We come to fullness of life by drinking deep at the fountain of life. That fountain is to be found springing up in our own hearts.

In the Christian vision, peace is not just a state of being. It is a person. “Peace is my gift to you,” said Jesus. . . “I have told you all this so that in me, you may find peace.”

Mediation is our way to peace. A commitment to silence is the first step into finding this peace of Christ.