Carta Três

Leitura de Domingo, 12 Maio 2019
Laurence Freeman, OSB

extraído de WEB OF SILENCE (London: Darton, Longman, Todd, 1996), pgs. 28-29, 31.

“Exorto-vos, portanto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual. E não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos, renovando a vossa mente” (Romanos 12, 2).
Mesmo se a meditação nada mais fosse do que uma breve imersão diária no reino interior, mereceria nossa completa atenção. Porém, ela é mais do que uma fuga temporária da prisão de nossos padrões de medo e de desejo. Por mais complexos que sejam esses padrões, que nos fazem temer a morte e o verdadeiro amor que são necessários ao nosso crescimento e sobrevivência, a meditação os simplifica a todos.
Dia após dia, meditação após meditação, esse processo de simplificação prossegue. Gradualmente nos tornamos mais destemidos, até saborearmos a total liberdade do medo, na felicidade de nos sentirmos libertos das imagens e recordações do desejo. E, então, e, até mesmo antes disso, nos tornamos úteis aos outros, aptos a amar sem medo ou desejo. . . livres para servir o Ser, que é o Cristo interior.

 



Texto original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Letter Three,” WEB OF SILENCE (London: Darton, Longman, Todd, 1996), pp. 28-29,31.

“Adapt yourselves no longer to the pattern of this present world, but let your minds be remade and your whole nature thus transformed” (Romans 12:2).

Even if meditation were no more than a brief daily dip into the kingdom within us, it would merit our complete attention. But it is far more than a temporary escape from the prison of our patterns of fear and desire. Complex as these patterns are, making us fear the death and the true love that are necessary for our growth and survival, meditation simplifies them all. Day by day, meditation by meditation, this process of simplification proceeds. We become gradually more fearless until, in the joy of being released from the images and memories of desire, we taste total freedom from fear. And then---and even before then---we become of use to others, able to love without fear or desire. . . released to serve the Self which is the Christ within.