Participar da própria essência de Deus.

Aprender a amar a nós mesmos, que é o primeiro passo para entrarmos nesse equilíbrio do amor, exige simplesmente que aprendamos a ficar em silêncio, que aprendamos a nos aceitar, a nos conhecer e a nos permitir ser conduzidos para além de nós mesmos por meio do silêncio.
Aprender a amar os outros significa que, nesse silêncio, nos permitimos aprender a aceitar os outros e a vê-los pelo que realmente são — sem colocá-los nos moldes de nossas próprias emoções, desejos ou medos; sem projetar sobre eles nossos próprios sentimentos ou imagens —, mas permitindo-nos vê-los e nos relacionarmos com eles tal como são em si mesmos.
Assim, tornamo-nos capazes de ver nossos relacionamentos como algo que partilhamos com os outros, como o sacramento do amor de Deus que nos conduz — a cada um de nós e a todos nós — à plenitude; à plenitude que nos permite participar do próprio ser de Deus, como diz São Pedro (2Pe 1,4).

(Aspects of Love 3, por Laurence Freeman)

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