Uma forma diferente da mesma pessoa

Quando amamos, mudamos; tornamo-nos uma pessoa diferente, tornamo-nos uma forma diferente da mesma pessoa. Por causa disso — e porque há uma espécie de morte envolvida nisso, a morte do nosso medo, do nosso desejo e dos nossos complexos mecanismos de defesa — muitas vezes evitamos aquilo que desejamos.
Ansiamos pelo amor e fugimos dele. Criamos as circunstâncias para que ele floresça e depois destruímos essas circunstâncias. Entramos em relacionamentos e depois nos voltamos contra eles. Damos e depois retiramos. Abrimo-nos e depois nos contraímos.
Assim, o ser humano descobre, através do amor, quão complexos somos e quão contraditórios podemos ser. Descobrimos, através da meditação, quantos conflitos interiores e quantas tensões internas carregamos.

— De Aspects of Love 1, de Laurence Freeman.

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