Consciência consciente da nossa existência
Carl Jung pensava o ego como a mente consciente, distinta do inconsciente pessoal. Assim, o ego é a nossa consciência consciente da própria existência — o fato de podermos dizer: “Estou aqui, este sou eu, e eu não sou você”. Portanto, é a minha existência consciente, e ela organiza nossos pensamentos e sentimentos, utilizando memórias que não estão reprimidas.
Essa talvez seja uma maneira útil de descrever e compreender o ego. As pesquisas feitas e a compreensão científica do cérebro nos últimos anos, depois de Jung, sugerem que existe uma parte específica do cérebro responsável por essa autoconsciência. Isso não é a mente, nem responde à pergunta sobre o que é a consciência, mas seria uma região particular do cérebro que “desperta”, ou cuja luz se acende, com o senso de: “Eu estou aqui, sentado nesta cadeira, olhando para uma câmera, esperando que isto esteja indo para a internet, e esperando que você esteja ouvindo”.
Então existe essa percepção consciente de nós mesmos em qualquer momento ou lugar específico. O fato de que isso possa até mesmo ser identificado — ao que parece — com uma parte funcional específica do cérebro é interessante, porque sugere que um dia o cérebro será desligado, talvez com…
(Breakthrough, de Breakthrough por Laurence Freeman_)
