Misericórdia, não sacrifício
É como se houvesse dois níveis de conversão, dessa condição de conversão. Há o aspecto externo, pelo qual mudamos certas coisas que fazemos, ou acrescentamos certas coisas, como aprender a meditar e tornar os períodos de meditação partes regulares da nossa vida, ou parar de fumar ou de beber, ou reduzir algo que fazemos em excesso, desperdiçando nosso tempo. Então, há os aspectos externos, e em termos religiosos, isso é o pano de saco e as cinzas, rasgar as vestes. Ir à confissão é uma forma externa de conversão. Mas a conversação é uma mudança fundamental de percepção, algo do coração, algo interior e não apenas externo. E é isso, claro, que o evangelho e os profetas antes de Jesus enfatizaram. “O que eu quero é misericórdia, não sacrifício”, diz Oséias (Os 6:6).
