Choque da conversão

Sabemos pela meditação o quão maravilhosa é a quietude como mestra, e aprendemos essa renúncia e essa nova visão ao aprendermos a ficar quietos. Ser quem somos – é tudo o que precisamos fazer – e ver o que é. Há um grande despertar nessa quietude. Às vezes, ver quem somos, ser quem somos e ver o que nos rodeia é um choque. Às vezes resistimos; nossas imagens de nós mesmos são tão fortes e nossos julgamentos sobre os outros são tão fortes que não os abandonamos. Criamos uma visão de mundo geralmente na qual nos colocamos na posição de juiz e júri, e é muito difícil para nós abrirmos mão desse domínio sobre o mundo e dessa visão de mundo. Há um choque envolvido – um choque de conversão, um choque de libertação, de uma forma ou de outra.

(Aspectos do Amor 1, de Laurence Freeman)

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