Consciência indivisa
A verdadeira conversão nos move desta falsa simplicidade para uma simplicidade real. E a verdadeira simplicidade é esta experiência de uma consciência indivisa, que é a experiência da não-dualidade: ver a nós mesmos nos outros, e os outros em nós mesmos.
E quando estamos centrados nessa percepção, não podemos agir com a crueldade, a desumanidade ou a exclusividade que constrói muros, como a de Saulo, ou como vemos em muitas outras partes do mundo hoje e ao longo da história.
Não podemos fazer isso porque seria simplesmente impossível para nós fazer uma coisa e enxergar outra ao mesmo tempo. Por isso, precisamos dessa consciência contemplativa para criar uma sociedade mais justa, mais humana e mais pacífica.
(A Arte de Esperar, de Laurence Freeman)
