Rompimento não violento

Esta jornada em que estamos é sobre atravessar o muro do ego, o muro da separação, em diferentes níveis e em diferentes etapas da nossa vida.

Usamos a palavra ‘rompimento’ (breakthrough), que pode sugerir pegar uma marreta e golpear o muro até que ele desabe. Esta é uma imagem violenta: pegar uma marreta e derrubar a parede tijolo por tijolo até ela cair, fazendo violência contra nós mesmos para podermos nos amar.

Esse é um tipo negativo de espiritualidade, que encontra expressão em muitas tradições. Mas, na verdade, é uma falsa espiritualidade, sequestrada pelo próprio ego, pela sua imagem de perfeição — uma perfeição negativa.

Não é pela violência que fazemos a travessia. É pela fé.”

(Breakthrough, de Laurence Freeman)

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