Quem permanece no amor permanece em Deus.
Essa ideia ou compreensão moderna e culturalmente condicionada do amor precisa ser tocada e ampliada por nossa tradição religiosa, por uma compreensão espiritual do amor que o vê como criativo e redentor, que o vê de uma maneira ‘transpessoal’. Transpessoal não significa impessoal; isso seria uma contradição em termos; não existe amor impessoal. O amor deve ser da pessoa, entre pessoas, unindo pessoas; mas é transpessoal no sentido de que transcende, não é limitado pela individualidade, pela individualidade egoísta e limitada daqueles que experimentam esse amor. Essa é a visão religiosa do amor que nos chega, naturalmente, por meio de todas as tradições espirituais. É a visão religiosa, profundamente espiritual, do amor que encontramos em São João e nos ensinamentos de Jesus no Evangelho: “Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4,16-17).
