Em um nível muito profundo
Ouça o Pe. John enquanto descreve as etapas de fazer o mantra soar em nossos corações:
Isso pode ser descrito como empurrar um pêndulo que precisa apenas de um leve impulso para começar a oscilar em um ritmo calmo e constante.
Poderíamos dizer que aqui entramos nesse ritmo calmo e constante do mantra, quase como o tique-taque de um pêndulo, num movimento ritmado. É neste momento, diz o Pe. John, que nossa meditação realmente começa. É quando começamos, de fato, a concentrar-nos para além de nós mesmos.
Porque, a partir daqui, em vez de apenas dizer ou fazer soar o mantra, começamos a escutá-lo, envolvidos por uma atenção cada vez mais profunda.
Quando descrevia esse estágio da meditação, meu mestre costumava dizer que, a partir desse momento, é como se o mantra estivesse soando no vale abaixo de nós, enquanto nós seguimos subindo a encosta da montanha, esforçando-nos na escalada.
Assim, estamos no acampamento-base e começamos dizendo o mantra. Gradualmente, passamos a fazê-lo soar. E, em determinado momento, começamos simplesmente a escutá-lo.
Mas nós o escutamos como se estivesse sendo pronunciado e ressoando em um nível muito profundo, no vale abaixo de nós.
— A Arte de Esperar (The Art of Waiting), de Laurence Freeman.
