A vitalidade da experiência*
Quanto tempo isso vai levar? Estou fazendo isso da maneira mais rápida ou existe alguma outra técnica que eu poderia usar para acelerar o processo?”
O modelo básico que John Main está identificando aqui é o que ele chama de modelo “mecanicista” da vida, e tudo o que fazemos na vida é interpretado através desse modelo de operações mecânicas.
Em outras palavras, aprendemos a lidar com a vida dominando procedimentos e técnicas, mas, como consequência, perdemos aquilo que ele chama de “a vitalidade da experiência”. Na verdade, perdemos a vivacidade, a vitalidade da vida, porque a estamos reduzindo, em nossa mente — ou no nosso lado esquerdo do cérebro — a um mecanismo que controlamos ou executamos.
Assim, a sociedade torna-se mecanicista; a sociedade transforma-se em um sistema, um sistema mecanicista, e os indivíduos tornam-se engrenagens dessa máquina.
E penso que essa despersonalização da vida e da sociedade é uma preocupação muito real para nós hoje.
Enlightenment, de Laurence Freeman OSB
