Amamos a nós mesmos ao nos aquietarmos.
Como nos amamos a nós mesmos? Amamo-nos tornando-nos quietos. A quietude é uma grande disciplina; é a grande descoberta da meditação. A quietude é a dinâmica da transcendência. Quanto mais quietos estamos, mais transcendemos nossas limitações.
Agora, quietude não significa parar. Não é algo estático. Podemos compreender o que é a quietude quando a vemos como parte de todo o processo de crescimento na natureza. Existe uma relação muito importante entre quietude e crescimento. A quietude não é incompatível com a ação.
Uma das coisas que começamos a sentir, ao meditarmos regularmente, é que esses momentos de meditação, manhã e noite, abrem um novo centro de consciência, uma nova quietude de percepção, profundamente dentro de nós, que não é afetada por nada do que fazemos, por mais ocupados que estejamos, por mais apressados que estejamos, por mais envolvidos em atividades externas que estejamos.
(Aspects of Love 2, de Laurence Freeman)
