A mesma jornada

Uma vez que começamos a perceber essa profundidade do ser em nós mesmos, então compreendemos que cada pessoa que encontramos — as pessoas com quem discordamos, pessoas de diferentes partidos políticos, pessoas de diferentes raças, tradições e crenças, pessoas de quem não gostamos porque não gostamos da cor de seus olhos ou não gostamos do formato de seu rosto — todas as pessoas que encontramos são também uma manifestação de uma infinita profundidade do ser.

E então ele diz algo muito importante, penso eu, para nós hoje.

Mal podemos ousar imaginar como seria uma sociedade na qual todas as pessoas estivessem a caminho da compreensão de que o ser é mistério e de que cada um de nós possui uma capacidade infinita, um potencial infinito de expansão do espírito para dentro do mistério de Deus.

Você consegue imaginar uma sociedade inteira na qual todos estivessem nessa jornada, na qual todos estivessem meditando, obviamente em diferentes estágios, mas todos conscientemente percorrendo a mesma jornada?

Iluminação — Laurence Freeman OSB

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