A perda da interioridade

Existem dois tipos de leis. Um tipo são as leis criadas pela igreja institucional, que mudam com o tempo. O outro tipo são as leis mais profundas, as verdadeiras leis de Deus, que estão intrinsecamente ligadas à própria realidade e à nossa natureza, sendo, portanto, imutáveis. E, como qualquer instituição deseja, ela tenta concentrar o poder em si mesma e, consequentemente, tende a obscurecer, a confundir a distinção entre as leis criadas pelo homem e as leis de Deus. Mas as Escrituras falam das leis de Deus. (…) O que explica a alegria e a liberdade do salmista em obedecer a essa estrutura da realidade que ele reconhece em si mesmo e em sua relação com os outros e com a comunidade, e, por outro lado, a rejeição moderna das estruturas e regras religiosas como repressivas e excludentes? O que causou essa ruptura, creio eu, foi a perda da experiência contemplativa, a perda da interioridade, justamente aquilo que as crianças na sala de aula ficam tão felizes em poder redescobrir e vivenciar novamente.

(Avanço por Laurence Freeman)

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