Ele permanece fiel
Esses primeiros discípulos, os Doze, não eram pessoas perfeitas. Cometeram muitos erros. Frequentemente vemos, nos Evangelhos, que Jesus se mostra impaciente com eles porque não compreendem o que ele está dizendo. Discutem entre si sobre quem será o maior, entram em desavenças e não conseguem captar a verdadeira profundidade do seu ensinamento. E, no fim, o abandonam. Pedro, o maior de todos os que falharam, chega a negá-lo três vezes.
Então, por que olhamos para esses discípulos como modelo do nosso discipulado? À primeira vista, eles não parecem ter sido discípulos tão bons. Mas Jesus permaneceu fiel a eles. Havia entre eles um vínculo. E, uma vez estabelecido esse vínculo, ele permanece fiel a ele. Mesmo quando nós somos infiéis, ele continua fiel a nós.
Essa é a grande força do discipulado cristão: não precisamos ser perfeitos; precisamos ser fiéis e saber que ele é fiel a nós.
(A Vida Cristã à Luz da Meditação Cristã 1: Discipulado, de Laurence Freeman).
