Estamos continuamente a caminho

Todos nós sabemos o que é o ego. E, se não soubermos, descobriremos muito rapidamente, assim que nos sentarmos para meditar. Essa é a primeira realidade que encontramos quando nos sentamos para meditar. E eu gostaria de abordar a ideia de um avanço, de uma ruptura. Nós rompemos o muro do ego à medida que atravessamos cada nível de consciência nessa jornada rumo à mente de Cristo.

Quais são as primeiras perguntas que qualquer pessoa faz quando começa a meditar? Quanto tempo isso leva? Quanto tempo vai demorar até eu começar a ver os benefícios, os frutos, e ter certeza de que não estou perdendo meu tempo? Quanto tempo leva?

Essa pergunta é feita no livro do século XIV, A Nuvem do Não-Saber, um dos grandes, breves e belíssimos textos sobre a meditação cristã nesta tradição: quanto tempo leva? E o autor responde que leva “um átomo de tempo”. Em outras palavras, é realmente num piscar de olhos; não leva tempo algum — essa é uma forma de expressar isso.

A outra forma de expressar é dizer que isso é interminável. Nós estamos continuamente a caminho.

(The Work of Selfless Attention — Laurence Freeman)

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