Nós nos tornamos aquilo que vemos
“(…) À medida que escutamos o chamado e abrimos os nossos olhos, nós os abrimos para a luz divinizadora. Isto é, para a luz da consciência, a luz de Deus. E, em várias passagens do Novo Testamento, assim como em toda a tradição mística, vemos que nos tornamos aquilo que vemos. Nós nos tornamos aquilo que vemos.
Porque, ao ver essa luz, somos iluminados no sentido de que já não objetificamos aquilo que vemos; estamos indo além dessa mente dualista, na qual procuramos Deus como se Deus fosse algum tipo de experiência externa ou realidade exterior. E percebemos que tudo isso está acontecendo a partir de dentro da vida de Deus, que estamos no interior dela. Não podemos observá-la de fora.
Como Jesus disse, não se pode perceber pela observação quando virá o Reino de Deus. Precisamos permitir-nos ser atraídos para dentro dele antes que possamos vê-lo e conhecê-lo. E quanto mais claramente o vemos, mais nos tornamos aquilo que vemos.”
(Breakthrough, de Laurence Freeman)
