Simplicidade completa

John Main diz: “Chega o dia em que entramos naquela Nuvem do Não Saber.” No topo de uma montanha, muitas vezes há muitas nuvens. Assim, à medida que vamos escutando o mantra, somos conduzidos para essa Nuvem do Não Saber, onde há silêncio, um silêncio absoluto, e já não conseguimos ouvir o mantra.

Então, aqui, no cume da montanha, estamos em silêncio. Estamos em consciência unificada. Nossa oração foi completamente absorvida pela mente de Cristo.

No topo de uma montanha, vemos ao redor uma sucessão interminável de picos e cordilheiras. Assim, a jornada, nessa dimensão, continua rumo ao infinito.

Então, John Main faz um pequeno lembrete: não pense que você pode imaginar isso acontecendo. E também não fique pensando de forma excessivamente consciente: “Até onde já subi a montanha? Será que já cheguei? Estou pronunciando o mantra ou escutando-o?”

Você saberá.

Se você se tornar excessivamente analítico consigo mesmo, estará, na verdade, diminuindo o seu progresso. Talvez esteja até escorregando montanha abaixo.

É por isso que a meditação exige completa simplicidade.

E, como ele diz, somos conduzidos a essa completa simplicidade, mas começamos e continuamos simplesmente dizendo o mantra.

Espero que isso seja útil e que você ache interessante que John Main tenha usado o símbolo da montanha para descrever o mais elevado estado de consciência.

(De The Art of Waiting*, de Laurence Freeman.)*

Publicações similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *