Somos a imagem de Deus
Somos a imagem de Deus, e essa imagem de Deus se torna magnificamente visível em Jesus — Jesus que nos revela quem realmente somos. Ele é, por assim dizer, o espelho do nosso verdadeiro eu, a imagem do Deus invisível, como São Paulo o descreve.
A meditação está constantemente nos ensinando que precisamos deixar ir Deus — o Deus da nossa mente, o Deus dos nossos conceitos — para podermos amar a Deus. Essa é uma lição que aprendemos em todos os relacionamentos humanos. Para amar, precisamos desapegar: precisamos ir além da imagem da outra pessoa que pode ter se formado em nossa mente, para encontrar a realidade.
E um relacionamento só pode ser profundo e duradouro se estivermos indo além da imagem em direção à realidade — se estivermos deixando ir a pessoa que amamos. Não podemos estar unidos sem essa experiência de renúncia. E só podemos conhecer Deus pelo amor.
Este é o grande ensinamento de toda a tradição cristã: Deus não pode ser contido em nenhum pensamento, nem em nenhum sistema mental ou legal, nem em nenhum lugar, ritual ou forma externa. Mas Deus pode ser conhecido pelo amor e, portanto, precisamos aprender a amar a Deus
