Abrindo nossos olhos
Ao ouvirmos o chamado e abrirmos os olhos, abrimos os olhos para a luz divina. Esta é a luz da consciência, a luz de Deus. E em diversas passagens do Novo Testamento, e em toda a tradição mística, vemos que nos tornamos aquilo que vemos. Nos tornamos aquilo que vemos. Porque, ao vermos essa luz, somos iluminados no sentido de que não mais objetificamos o que vemos, transcendemos essa mente dualista, onde buscamos Deus como se Deus fosse algum tipo de experiência externa ou realidade externa. E percebemos que tudo isso acontece dentro da vida de Deus, que estamos dentro. Não podemos ver isso de fora. Como disse Jesus, não se pode dizer pela observação quando virá o reino de Deus. Precisamos nos permitir ser atraídos para dentro dele antes de podermos vê-lo e conhecê-lo. Quanto mais claramente o vemos, mais nos tornamos parte dele.
