Uma forma de experiência

Quando meditamos, ao transcendermos e ultrapassarmos as limitações dos nossos próprios desejos e medos, do nosso ego, da nossa individualidade, rompemos com essa compreensão culturalmente condicionada do amor como uma força erótica e egoísta que leva à tragédia, à solidão, à decepção, até mesmo ao desespero, quando falha, quando morre. Rompemos com isso e alcançamos uma visão do amor que é de Deus, uma visão do amor que encontramos no Novo Testamento, uma visão do amor que nos permite, incrivelmente, equiparar Deus e amor: “Deus é amor” (1 João 4:8). E creio que isso só pode acontecer por meio da nossa experiência. É por isso que John Main insiste tantas vezes que a meditação é um caminho de experiência. E é a experiência do amor à qual a meditação nos conduz que renova nossa compreensão religiosa e nossa visão espiritual.

(Aspectos do Amor 1, de Laurence Freeman)

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