A experiência da solidão
Um trecho de Laurence Freeman OSB de “A necessidade da solidão” em THE SELFLESS SELF (Londres: DLT, 1989), pp. 156-7.
A experiência da solidão, à qual a meditação nos conduz se tivermos a coragem da simplicidade, não é uma fuga. É um encontro. O grande mistério que se desvenda… é que esse encontro acontece em um nível do ser onde pensávamos não haver ninguém para encontrar. Em um nível que evitamos, porque não queríamos nos encontrar e perceber o medo de estarmos, em última análise, sozinhos, lá encontramos tudo o que estávamos procurando. Antes, fazíamos de tudo para nos distrair de nós mesmos, porque tínhamos muito medo de descobrir a eterna e fria solidão do eu. Mas a meditação revela esse medo como a suprema tolice, porque naquele nível do nosso ser onde pensávamos não haver ninguém para encontrar, encontramos Cristo. [. . . .]
A meditação demonstra sua eficácia na maneira como construímos relacionamentos. Ela leva a uma consciência mais profunda e aguçada de nossa verdadeira natureza. A verdade da natureza humana não é, como tememos, a de um grãozinho isolado de poeira cósmica, uma mônada solitária, mas sim a de que somos seres em comunhão. [. . . .] [S]em o amor humano, tudo o que chamamos de amor de Deus é uma farsa e uma fraude.
Após a meditação: um trecho de “Bênção tradicional irlandesa” em EARTH PRAYERS: 365 orações, poemas e invocações do mundo todo, ed. por Elizabeth Roberts e Elias Amidon (Nova York: HarperCollins, 1991), p. 204.
Que a bênção da luz esteja em você, luz externa e luz interna. Que o sol abençoado brilhe em você e aqueça seu coração até que ele brilhe como uma grande fogueira de turfa, para que o estranho possa vir e se aquecer nela, e também um amigo.
E que a luz brilhe dos olhos de vocês, como uma vela colocada nas duas janelas de uma casa, convidando o caminhante errante a entrar e a sair da tempestade. . .
