Se não conseguirmos controlar o ego, o ego nos controlará.

Ainda precisamos ter cuidado para não recairmos nos padrões infantis de apego – casar com nosso pai, casar com nossa mãe – e simplesmente querer recriar aquele tipo de segurança uterina. Então, tudo isso é psicologia humana, não é? É esse o eu que estamos tentando perder, é o apego a manifestações temporárias ou transitórias da nossa identidade. À medida que aprendemos a deixá-las de lado – e acredito que a maneira mais eficaz de fazer isso é meditando – a vida nos apresenta inúmeras oportunidades. Meditar é a nossa escolha. E, claro, uma vez que nos acostumamos a fazer isso na meditação, fica mais fácil fazer no dia a dia. Somos capazes, por exemplo, de reconhecer o que está nos dominando, o que nos controla com medo, raiva, ciúme, amargura, seja lá o que for, o desejo de controlar ou possuir. Então, percebemos isso e dizemos: ‘Ah, vejo isso acontecendo na minha mente; Eu preciso controlá-lo, preciso reconhecê-lo e preciso morder a língua, ou preciso não enviar aquele e-mail imediatamente, ou preciso esperar antes de ter aquela conversa. Isso é autocontrole, que é um dos frutos do Espírito Santo, frutos da meditação. Se não conseguirmos controlar o ego, o ego nos controlará.

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