Sem julgamentos

Nessa jornada, muitas vezes nos sentimos desanimados por causa das nossas distrações. Ouvi uma descrição maravilhosa disso outro dia, de alguém que disse que meditava há muito tempo e ainda se distraía. Essa pessoa havia chegado à conclusão de que a melhor abordagem para lidar com as distrações era simplesmente tratá-las como um velho observando seus netos brincarem. Achei uma imagem maravilhosa. Uma espécie de compaixão, mas também um certo distanciamento: deixar as crianças brincarem, deixar os pensamentos, as imagens e as fantasias fluírem livremente, se é isso que elas vão fazer; não interferir e tentar combatê-las, mas permanecer fiel e consistente no trabalho do mantra. Em outras palavras, não julgar nossa meditação.

(Aspectos do Amor 1, de Laurence Freeman)

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